Fisioterapeuta: o novo personal trainer

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A mania da turma fitness agora é ter o número do telefone de um profissional para cuidar do joelho, lombar e articulações na tela de favoritos do celular – e não só em razão de eventuais excessos na academia. O estilo de vida que levamos hoje rende muitas dores: a rotina corrida causa tensões na coluna; e o teclado do computador, dos smartphones e de tablets são grandes vilões pela posição que temos de ficar para segurá-los e teclar (o tempo todo!). “Esses movimentos causam estresse na cervical, e é também por causa deles que sentimos dores nos punhos”, explica o fisioterapeuta e acupunturista carioca Leandro Stelling.

É impossível abandonar por completo essas atividades cotidianas, ainda que existam medidas para evitar que elas causem danos, como dar uma volta depois de 40 minutos sentado na cadeira do escritório e fazer acupuntura e massagens para diminuir dores. Mais seguro ainda é ter um fisioterapeuta para chamar de seu, um que trabalhe em conjunto como personal trainer e que acompanhe o seu dia a dia.

Marido da modelo Barbara Beluco, o primeiro contato do empresário Daniel Fonseca com um fisioterapeuta foi devido a dores causadas por exercício físico. Hoje ele não vive mais sem Mauricio Garcia, do Instituto Cohen, de São Paulo. O empresário teve de começar a tratar da lombar depois de um acidente de esqui na neve; recentemente iniciou uma nova físio nas pernas, pois acabou com tendinite nos joelhos ao tentar acompanhar a mulher em suas corridas diárias de 10 quilômetros.

“Eu resistia duramente a fazer fisioterapia por achar que o tratamento seria maçante, mas acabei me surpreendendo. Hoje faço academia leve, pilates e RPG; continuo a esquiar e coloco gelo se sinto alguma coisa. Depois de dois anos, não tenho mais dor”, conta Daniel, que também voltou a correr de leve ao lado da mulher.

Mauricio, o responsável pela melhora, cuida de vários esportistas, como o triatleta João Paulo Diniz e o empresário Alexandre Birman. “Tenho clientes comigo há 15 anos, o que não quer dizer que eles nunca melhoram. Sou um ‘personal fisioterapeuta’, me coloco sempre à disposição, independentemente da hora. O tratamento é customizado, e os exames são feitos com rapidez.”

Há quem evite o consultório pensando que o físio vai banir academia e salto alto, mas não é por aí. “O foco inicial são os trabalhos preventivos para evitar lesões, e terapêuticos: restaurar, conservar e melhorar a capacidade física”, explica a fisioterapeuta Débora Ucha, que cuidou de Ronaldo Fenômeno e Preta Gil em suas participações no quadro Medida Certa do Fantástico.

Continuar a atividade física mesmo com dor é palavra de ordem: “Sempre digo: não pare de se exercitar. Se for para errar, é melhor que seja para o movimento do que para a falta dele. Só aconselho interromper se acontecer algo grave, como uma fratura. O melhor é trocar a atividade que causa dor, indo por exemplo, da esteira para o transport”, explica Mauricio Garcia.

Fonte: Revista Vogue Brasil

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